quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A Crise


Para entender o gringuês
A crise... Bem, a crise ainda não dá pra entender.

Faz um tempo que queria abordar a crise num texto bloguístico. Por que eu acho que deveríamos ter palestrinhas educativas sobre a vida após os vinte anos. Elas são mais necessárias do que as sessões de explicações sobre as mudanças da adolescência, por exemplo.

Na tal da puberdade, parece que pais/professores/terapeutas estão tão preocupados em esclarecer as mudanças da adolescência, que a gente vive num terror antecipado. É tanta expectativa, tantas descrições excessivamente visuais que a gente quase tem pesadelo com a adolescência. “Mãe, tem um hormônio se escondendo no armário...”

Pois é. Mas ninguém explica coisa alguma quando chegamos aos vinte. Não tem ninguém falando do fantasma do desemprego, do stress, do tempo perdido...

Alguém lembra daquela brincadeira em que a gente colocava três nomes de menino, três lugares para morar depois de casar, o número de filhos, se seria rico, pobre ou miserável? Bem no meio, eu escrevia a idade que queria ter ao casar: vinte e três anos. Achava que estaria tão bem resolvida até lá... E agora, uns seis meses para completar os vinte e três, admito, sem chance de erro: estou bem no meio da crise dos vinte e poucos anos.

Essa crise não é historinha nova. Bem que me avisaram que ela existiria. Eu tenho até definição própria: “Eu já fiz algumas coisas. Experimentei um pouco. Algumas deram certo, outras nem tanto. Mas agora sinto que não dá mais para experimentar. Preciso acertar.”

Tem gente que muda o curso na faculdade. Tem gente que vai até o final, para fazer outra coisa. Tem gente que tranca o curso e vai trabalhar. Tem gente que pára tudo para estudar para concurso. Tem gente que termina aquele relacionamento de mil anos. Tem gente que sai de casa. Tem gente que viaja.

Tem gente que, mesmo achando estar na direção certa, fica um tempinho esperando na estrada, pensando se é aquilo mesmo que deve ser feito. Eu, bem claramente, estou na estrada, esperando um pouquinho. Pesando as tentativas. Alguém dá carona?

6 comentários:

Noticias De Casa... disse...

“Eu já fiz algumas coisas. Experimentei um pouco. Algumas deram certo, outras nem tanto. Mas agora sinto que não dá mais para experimentar. Preciso acertar.”

Adorei a definição!
Assino em baixo...

Nene disse...

Adoreeeei! Me sinto em crise de 20 e poucos anos tb, mas chegando perto dos 25! Ja ja to na crise dos 30...N000000! hahahahahahahaha

Adorei a lembrança da brincadeira tb, eu fazia demais, mas sempre colocava 27 anos, entao ainda tenho tempo! :P

beijocas menina!

Neliza

tammyjessica disse...

hhahahha
ta em crise eh?
espera chegar aos 25 anos!!
mas pelo menos tu eh formada hein... olhai... rsrsrs

:P

bruno reis disse...

é engraçado isso, é o que você falou mais ou menos, esinaram desde pequeninho pra gente que a adolescência era o período de experimentar e que com vinte e pouquinhos a gente ia estar bem colocado e encaminhado na vida, em todos os aspectos. talvez antigamente as pessoas até chegassem a essa idade assim, mas elas tinham menos opções e por isso mais certezas. com quarenta anos as pessoas ainda podem ser tantas coisas, pq não com vinte tb? tento ter esse mantra na cabeça :)

e larissa, que legal teu blog, gosto mesmo :)

Alicianne Gonçalves disse...

Larissa, acho que não posso te dar carona. Estacionei no quilômetro 23, mas espero muito sair deste lugar em breve. E o pior é ver as dezenas de coisas passando por mim e me chamando. Eu fico onde estou. Nem um pé se mexe. Boa sorte e boa retomada de estrada para nós duas.
Alicianne.

Unknown disse...

Uma boa notícia!
Tudo passa, minha amiga! Tudo nesta vida passa. Nâo que eu tenha vencido a crise, contornado ela, claro que não. Estou no meio do vendaval. E piamente certa de que a crise dos 22 se estende até uns 78, mais ou menos... Mas, mas, mas, com o passar do tempo você começa a relaxar mais, sabe? Os problemas, inseguranças, dúvidas continuam por aí, perambulando, mas você está tranqüilo, firmado na rocha, tentando acertar, acertando, errando também. Por que não é porque você erra que tudo está perdido. O erro vai ser sempre parte fundamental para o crescimento. Óbvio que ninguém quer errar, e nós não devemos. Mas, tudo o que está além de nossas próprias forças, não nos compete, sabe? Basta confiar na Pessoa Certa! Rsss.... Aí você aprende a ter tranqüilidade (não resisti, vou comentar: sou daquelas pessoas que vão usar o trema até as últimas conseqüências! Venham me prender!). E nossas perspectivas sobre os problemas mudam de esfera. Tomam dimensões menos pessoais, menos microscópicas e passam a transcender. Aí, de repente, não mais que de repente, a tal da lógica do universo começa a surgir (é, ela existe!). As catracas se movem e você pode ver. A crise pode não passar, mas ela se torna algo tão sem significância, que você tira de letra. E ainda dá conselho! Rsss....
Bjos e claro, parabéns pelo seu texto. É muito gostoso ler tudo o que você escreve. E ri muito com a história do hormônio escondido no armário, muito bom e muito acertado.
Te adolo!