terça-feira, 1 de julho de 2008

Mensagem na garrafa


Assim que fiz esse post, não havia música.
Graças ao Lenine, agora há música no meu mar.
Escute, veja e percorra também...

A você que a recolheu,

É tarde agora. Você já tem as palavras nas mãos. A garrafa nem sabia quem iria encontrar. A nós, só as surpresas. A mim, a você e à garrafa. E foi você quem a esvaziou. Agora, é tarde. A culpa das palavras também é sua.

Mas eu prometo: as palavras também são suas. O estar à deriva, o brilho ao sol e a areia grudada também te pertencem agora. Agora que é cedo para partir ou dizer dizeres absolutos.

A verdade é que existe a garrafa e existiu mar. E você pode quebrar a garrafa, jogar as palavras fora, cuspir no mar e me matar. Mas eu já terei escrito e enviado a garrafa. E você já a teria tocado e esvaziado. Não vê? Sempre haverá o antes. E, antes de nada mais existir, sempre haverá o segundo seguinte. Espero encontrar você lá. Mas não irei.