Eu, eu sou um novo dia amanhecendo. Eu sou um novo céu
Que pendura as estrelas hoje
Um pouco dividida
Eu fico ou fujo
E deixo tudo pra trás?
Sim, é o último post. Começo a escrever nessa caixa branca, sem linhas, e penso o quanto essa experiência se assemelha com meus antigos diários. De todo modo, fiz um registro de uma idade peculiar, de dias que se mostraram outros. Os dias se mostraram a mim sem permissão e foram passando. Ou alguns se esconderam? Foi como se não tivessem ido.
A idade me possuiu de inícios e de tentativas de fim. Tentativas, pela consciência de que nada termina, na verdade. E isso não é ruim. É uma permissão para os recomeços, é um dia novo amanhecendo enquanto a noite ameaça.
Quero mesmo que os meus vinte e três sejam mais corajosos na hora de ter esperança. Que eles abram de olhos abertos a janela do outro dia, todo dia. Que eles não tenham medo de sonhar ridiculamente. Se não for hoje, será amanhã. E se não houver amanhã, como na profecia de Renato, o dia bastou-se por si mesmo, por estar caminhando.
Por isso mesmo, os dias não ficam realmente para trás. Agradeço pelos dias que existiram. Sorrio com as lembranças deles, relevo os enganos. Parecem tão pequenos, agora. Dos vinte e dois, muitos momentos. E tantos outros por vir!
Ps¹.: Sempre foi minha intenção parar de escrever no blog aos vinte e três anos. As coisas finitas têm mais graça. Ps².: Quero agradecer a quem acompanhou o blog nesse período ou deu uma espiada por aqui. Nas fotos, duas pessoas me ajudaram: mamãe e Milena (a primeira sempre dizendo: "essa Larissa tem cada uma..." kkkkk).
