
Escutem a Vanessinha morta de iludida em...
Quem nunca abafou uma paixão platônica, que jogue o primeiro lencinho. Eu já morri de me apaixonar (paixão mata mesmo, cuidado!) pelo deus grego, esquecendo que ele mora no Olimpo da indiferença.
Mas como ser moça de vinte e dois anos também é ter paixonites de doze, até que é possível admitir a fraqueza. A classe, a elegância de ser quase-mulher, é revelada no seguinte: já dá pra rir dessas situações. Contar para as amigas na maior banalidade, num tom de quem conta o caso do salto-quebrado-no-meio-da-festa.
É melhor do que permanecer naquela: "Eu juro que ele olhou pra mim de um jeito diferente, hoje...". Mais realista é admitir que ele percebeu uma nova espinha no meu rosto, ou percebeu que minhas sobrancelhas não estão (ou não são, é a natureza delas) perfeitamente simétricas.
É definitivamente pior permitir que a quedinha pela criatura vire um belo tropeço. "Nem percebia que o amava, mas agora é inegável o fato de omitir todos os seus defeitos e transformá-lo no meu Gianecchini!". E o semancol interno (todo mundo tem uma dose) alertando: “Olha o buraco logo em frente... Olha aí! Olha aí, fia!!!" "Putz, caí."
Caiu, caiu mesmo. E derrubou todo o conteúdo da bolsa sentimental mágica: o batom show de auto-estima, o esmalte cintilante da segurança, o pó compacto da auto-conservação, o hidratante do bom senso. De repente você está no chão, à mercê de qualquer pisada. Dá vontade até de tomar uma atitude anti-econômica e jogar a bolsa fora de uma vez.
Só que antes de tomar atitude tão drástica, quero compartilhar uma noção otimista: é que é não é um poço. É um buraco. E buraco não é nenhuma tragédia. Aliás, buraco abre à toa, à toa (vide as ruas de Fortaleza). Recuperados os itens, dá para continuar a caminhada. Ir em busca do “sei lá” que se busca, quando se tem vinte e dois anos, mantendo a pose. Pelo menos é nisso que eu quero acreditar...
* Dengue 1:
Uma informação útil em tempos de epidemia: vocês sabiam que hidratante com cheiro ajuda a espantar o mosquito? (Ufa... A vida sem repelente é mais feliz!)
** Dengue 2:
E é verdade que tem um outro mosquito transmissor da doença rondando a cidade. Pelo menos era essa a informação contida no slogan do “MELA” (Movimento dos Eleitores da Luizianne Arrependidos) no cruzamento das avenidas da Universidade com 13 de Maio na última quarta-feira (23/04): “A dengue mata! Luizianne é responsável pela sua morte.” É o Luiziannes aegypti.
Mas como ser moça de vinte e dois anos também é ter paixonites de doze, até que é possível admitir a fraqueza. A classe, a elegância de ser quase-mulher, é revelada no seguinte: já dá pra rir dessas situações. Contar para as amigas na maior banalidade, num tom de quem conta o caso do salto-quebrado-no-meio-da-festa.
É melhor do que permanecer naquela: "Eu juro que ele olhou pra mim de um jeito diferente, hoje...". Mais realista é admitir que ele percebeu uma nova espinha no meu rosto, ou percebeu que minhas sobrancelhas não estão (ou não são, é a natureza delas) perfeitamente simétricas.
É definitivamente pior permitir que a quedinha pela criatura vire um belo tropeço. "Nem percebia que o amava, mas agora é inegável o fato de omitir todos os seus defeitos e transformá-lo no meu Gianecchini!". E o semancol interno (todo mundo tem uma dose) alertando: “Olha o buraco logo em frente... Olha aí! Olha aí, fia!!!" "Putz, caí."
Caiu, caiu mesmo. E derrubou todo o conteúdo da bolsa sentimental mágica: o batom show de auto-estima, o esmalte cintilante da segurança, o pó compacto da auto-conservação, o hidratante do bom senso. De repente você está no chão, à mercê de qualquer pisada. Dá vontade até de tomar uma atitude anti-econômica e jogar a bolsa fora de uma vez.
Só que antes de tomar atitude tão drástica, quero compartilhar uma noção otimista: é que é não é um poço. É um buraco. E buraco não é nenhuma tragédia. Aliás, buraco abre à toa, à toa (vide as ruas de Fortaleza). Recuperados os itens, dá para continuar a caminhada. Ir em busca do “sei lá” que se busca, quando se tem vinte e dois anos, mantendo a pose. Pelo menos é nisso que eu quero acreditar...
* Dengue 1:
Uma informação útil em tempos de epidemia: vocês sabiam que hidratante com cheiro ajuda a espantar o mosquito? (Ufa... A vida sem repelente é mais feliz!)
** Dengue 2:
E é verdade que tem um outro mosquito transmissor da doença rondando a cidade. Pelo menos era essa a informação contida no slogan do “MELA” (Movimento dos Eleitores da Luizianne Arrependidos) no cruzamento das avenidas da Universidade com 13 de Maio na última quarta-feira (23/04): “A dengue mata! Luizianne é responsável pela sua morte.” É o Luiziannes aegypti.



