
Para não ficar na mesma versão...
Convido minha alma de vinte e dois anos para ir a London, London, procurar discos voadores no céu e só saber deste mundo pelas cartas da Maria Bethânia. Alerto, porém, que “London, London” não fica no Reino Unido. É o verdadeiro ponto gerador do meus sonhos de motocicleta. Um auge constante e a estrada borrada de velocidade.
London, London não é exílio. É lugar de cabelos ao vento e nenhuma preocupação com a poeira ou o sol de rachar. É ter alguém na garupa, ou estar na garupa de alguém, tão determinado a chegar lá quanto você.
London, London é puro escapismo. Por isso mesmo, tem um rasgo difícil: a voz do Caetano não é passagem. Não existe o “moço, um tíquete para London, London.” Mesmo porque London, London é anti-registros. Não dá pra comprar um portal. Portais são encontrados, sem escolha, sem hora certa, sem propósito. London, London pressupõe a dúvida antes de atravessar o lado vazio do portal interno.
London, London é prisão. Depois de conhecer a fração cearense da utopia britânico-caetana, como esquecer, como negar? London, London existe e todos os dias renasce do cinza.
London, London não é exílio. É lugar de cabelos ao vento e nenhuma preocupação com a poeira ou o sol de rachar. É ter alguém na garupa, ou estar na garupa de alguém, tão determinado a chegar lá quanto você.
London, London é puro escapismo. Por isso mesmo, tem um rasgo difícil: a voz do Caetano não é passagem. Não existe o “moço, um tíquete para London, London.” Mesmo porque London, London é anti-registros. Não dá pra comprar um portal. Portais são encontrados, sem escolha, sem hora certa, sem propósito. London, London pressupõe a dúvida antes de atravessar o lado vazio do portal interno.
London, London é prisão. Depois de conhecer a fração cearense da utopia britânico-caetana, como esquecer, como negar? London, London existe e todos os dias renasce do cinza.

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